terça-feira, 19 de agosto de 2014



                                           Contemplação

                                           Oh doce e terna formosura
                                           Que iluminas o dia
                                           Que separa a noite escura
                                           No horizonte apagas
                                           A luz que ondula o mar imenso
                                           Na minha alma se acalenta  
                                           A busca da procura no que penso
                                           A ânsia de encontrar "terra segura"
                                           Leva meu espírito por labirintos
                                           Sem retorno
                                           Só tu me acalmas 
                                           No meio da escuridão
                                           Onde vejo sem olhar
                                           E sinto, o cálido afago da tua mão.
                                                                                         19.08.2014

                                           

domingo, 13 de julho de 2014


De onde vinhas?
Numa manhã nublada deste Verão fresco!
Placidamente caminhavas ao sabor do tempo.
Um gesto contido e a passadeira era toda tua.
Não caminhavas na tua área de residência...
Sózinho!
Como se no mundo só restasses tu,
A tua silhueta captou o meu olhar
Ficaste
no meu registo mental
Ausente
A máquina fotográfica não se apropriou 
da tua figura...
Só o pensamento ainda guarda memórias
Na tranquilidade do agora
Revive
Momentos de amor que se eternizaram.
E! embora sejam outros tempos
Ainda permanecem.
                                 6.07.2014


sexta-feira, 4 de julho de 2014


                         Viagem à volta da mesa, numa tarde de sol quente.


terça-feira, 1 de julho de 2014



Homenagem.
Esta é a minha homenagem a todas as árvores sacrificadas para que Alqueva seja o que é.



sexta-feira, 27 de junho de 2014



Há coisas que não se pedem, por maior que seja a proximidade entre as pessoas, há que sentir até que ponto o que pertence ao outro, é dele... E não temos o direito de nos apropriarmos daquilo que nos é negado. Não sendo sequer por individualismo, ou por não querer partilhar, o que até " estamos a oferecer", porque está ali, não se esconde. Trata-se de algo mais, qualquer coisa que está para Além de... Que não se explica, porque não é para explicar...Só quem vive e sente sabe porque é assim. 



sábado, 14 de junho de 2014



Hoje fui à  procura da lua , foi noite de lua cheia, cheguei cedo, queria vê-la mal ela desponta-se no horizonte, mas não vi, eu cheguei cedo, ela veio tarde, e eu não pude esperar.
Foi então que o sol se despediu de mim, e eu fiquei GRATA. 




quarta-feira, 23 de abril de 2014



De todas as necessidades básicas a dos afectos é a mais complicada.
Ao longo da vida, vamos cruzando com diferentes pessoas e interagindo com elas. Com algumas desenvolvemos grandes afectos, conquistam a nossa confiança e passam a ser parte de nós. Passamos a vê-las à nossa imagem e semelhança e achamos que elas são quase como nós. Tornam-se imprescindíveis na nossa vida, partilhamos os nossos segredos, damos-lhe as nossas lágrimas, os sorrisos, as gargalhadas.
Depois um belo dia, as coisas começam a alterar-se, a confiança dá lugar à dúvida, um gesto brusco hoje, um desacordo amanhã. Uma opinião que não coincide, um interesse que já não é o mesmo, uma perspectiva que está virada ao contrário. Os momentos de silêncio instalam-se. Não o silêncio desejável que dá espaço ao burburinho. Mas um silêncio que cala o que devia ser dito, onde os medos e os receios de que a palavra possa agravar, o que já não está bem, é mais forte.
Isto quando ainda existe alguma vontade de permanecer, de não partir, de não deixar para trás, muita coisa que nos foi grata.
Mas cada dia, uma lição, cada pessoa um mestre, onde a capacidade é posta à prova, e onde só caminham connosco aqueles que de alguma forma nos estão destinados, durante o tempo necessário para eles e nós aprendermos a lição devida.
Quando os encontrámos, foram uma bênção, quando partirem também, significa que o seu papel nas nossas vidas terminou e temos agora de ir em frente sem muletas  nem barras de apoio.
Só assim nos tornaremos verdadeiramente livres.